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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Ilha Grande deixará de arrecadar mais de 10 milhões de reais com a suspensão do seguro-defeso.

Ilha Grande deixará de arrecadar mais de 10 milhões de reais com a suspensão do seguro-defeso.

Ministra Kátia Abreu suspende o seguro defeso por 120 dias podendo ser prorrogado por igual período. O valor do seguro corresponde a um salário mínimo por mês durante toda a temporada de suspensão da pesca que duram quatro meses socioeconômicos e ambientais imensuráveis

Com a suspensão do seguro-defeso, Ilha Grande deixará de arrecadar mais de 10 milhões de reais. O que implicará diretamente na economia local, afetando não só os pescadores, mas o comercio de maneira geral.  A medida de suspensão consta na Portaria Interministerial nº 192 (Agricultura e Meio Ambiente), publicada no Diário Oficial da União publicada em outubro (09/10). E conforme consta na portaria esta ação justifica pela constatação de discrepâncias entre o número de beneficiários registrados no último censo do IBGE, de 2010, e o volume de recursos investidos no programa e os cadastros de pescadores que servem de base aos pagamentos. Sendo necessário o recadastramento e reavaliação do período do defeso.

  Francisco das Chagas (Sr.Neném),  Francisco de Assis de Sousa e João Batista 


No entanto, o que os pescadores não entendem é por que o recadastramento não foi feito antes do inicio da piracema. A equipe do Portal Ilha Grande visitou as duas instituições de pescadores da cidade de Ilha Grande, A Colônia Z-7 e o Sindicatos dos pescadores artesanais. Segundo o Presidente da colônia Z-7, Senhor João Batista só na colônia são cerca de 2.400 associados. Já no Sindicato de pescadores artesanais, existe cerca de 700 pescadores vinculados a instituição, no qual é presidido pelo senhor Zacarias Gaspar dos Santos.


         Segundo o Tesoureiro da Colônia Z-7 Francisco das Chagas (Sr.Neném) o problema não esta atrelado só a impactos econômicos, o grande problema será por que não terá como a ver a paralisação na atividade de pesca no período da piracema (período no qual os peixes fazem sua reprodução), que vai de 15 de novembro de 2015 a 15 de março de 2016, o que causará impactos ambientais imensuráveis, pois o pescado já esta escarço, e com esta situação só agravará mais a situação.

A fim de evitar tais danos as instituições uniram esforços e estão fazendo algumas articulações. Dentre elas, foi feito um abaixo assinado com 1.150 assinaturas, e encaminhado para o Movimento Nacional da Pesca, para que seja feito a interlocução com o Ministério competente.

        Wanderley Silva dos Santos e   Maria  Jesus de Oliveira Lima 

De acordo com os representantes do sindicato (Maria  Jesus de Oliveira Lima, Wanderley Silva dos Santos) este problema não será fácil de se resolver, por se tratar de uma portaria interministerial, cabe ao senado e a presidência rever, tal situação, o que resta as instituições representativas de classe é buscar mostrar a gravidade dos impactos que serão causados para a economia e o meio ambiente. No momento de nossa visita o presidente, encontrava-se em Teresina justamente buscando mais informações sobre esta situação que afligem, não só os pescares mais também os comerciantes da cidade.

 Wanderley salienta ainda que um dos argumentos que ocasionaram esta ação foi o fato de haver muitos pescadores cadastrados, porem o volume de pescado produzido é muito baixo, sem contar ainda o fator da contribuição previdenciária que é muito baixo.

Ambas as instituições acreditam ser necessário esta medida de recadastramento, porem, não deveria ser neste período onde se inicia o defeso, pois quem mais sofre é o pescador, principalmente neste período de crise.

Por Adilson Castro
Portal Ilha Grande

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Governo suspende seguro defeso por até 120 dias.

Governo suspende seguro defeso dos pescadores artesanais por até 120 dias.



O Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (Seguro-Defeso) será suspenso por até 120 dias. Durante o período de suspensão será realizado o recadastramento dos pescadores artesanais pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).  Também será feita a revisão dos períodos de defeso por meio dos Comitês Permanentes de Gestão e Uso Sustentável de Recursos Pesqueiros.

O Seguro-Defeso é um benefício concedido pelo governo federal ao pescador profissional artesanal durante o período de paralisação da pesca para preservação das espécies. O valor do seguro corresponde a um salário mínimo por mês durante toda a temporada de suspensão da pesca. A medida de suspensão consta da Portaria Interministerial nº 192 (Agricultura e Meio Ambiente), publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (09).

Confira aqui a publicação no Diário Oficial da União.

A seguir, nota da ministra Kátia Abreu sobre a suspensão do seguro defeso por 120 dias:

“A portaria suspendendo por 120 dias as instruções normativas que regem o seguro defeso, publicada hoje no Diário Oficial, tem por objetivo o recadastramento dos beneficiários do sistema, a revisão das áreas de abrangência, a contribuição dos pescadores para a Previdência e a regularização da aplicação dos recursos públicos pelo governo.
A suspensão das instruções normativas coincide com o fim do período de proibição da pesca e da consequente liberação da atividade pelos próximos oito meses. Assim, não há prejuízo social para os pescadores e nem risco predatório para o meio ambiente.

Dentro desse prazo, um Grupo de Trabalho Interministerial, a ser criado por portaria, composto pelos ministérios e órgãos envolvidos com o programa, sob a coordenação geral do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, se encarregará da revisão do seguro defeso.
Integram esse grupo de estudos os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fazenda, do Planejamento, Meio Ambiente e Casa Civil, além da Controladoria-Geral da União (CGU), do INSS e do Ministério do Trabalho.

A providência se justifica pela constatação de discrepâncias entre o número de beneficiários registrados no último censo do IBGE, de 2010, e o volume de recursos investidos no programa e os cadastros de pescadores que servem de base aos pagamentos.
 A evolução acelerada do total de recursos aplicados no programa nos últimos anos, que alcança em 2015 a cifra de R$ 3,4 bilhões/ano indica um número de beneficiários próximo de 1 milhão de pescadores artesanais, número que diverge do censo oficial, o que implica a revisão dos critérios de elegibilidade.
Há casos suficientes de beneficiários que têm no programa uma segunda remuneração, o que é vedado pela legislação do seguro defeso. Também a contrapartida do pescador à Previdência, que deveria ser de 2% da venda do pescado bruto, por falta de mecanismos eficientes de monitoramento e controle é, hoje, em média, de R$ 10 ao ano.

Os beneficiários que fazem da pesca sua atividade e sustento fiquem tranquilos, pois o recadastramento é uma forma de proteger esse importante programa que faz justiça social àqueles que cumprem seu dever e ao meio ambiente.

Kátia Abreu
Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”